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26.08.2021

Barómetro dos transportes da TIMOCOM: Ofertas de carga na Europa ultrapassam valores pré-pandemia

Segundo trimestre de 2021 mostra crescimento sustentado: volume de cargas volta a ultrapassar o ano pré-crise de 2019. Alívio de medidas e efeitos de recuperação fazem-se sentir no mercado dos transportes na Europa.

Ofertas de carga: Valores acima do nível do ano anterior

Erkrath, 25.08.2021 – Segundo trimestre de 2021 confirma a tendência de alta no transporte rodoviário de mercadorias. O Barómetro dos transportes da TIMOCOM mostra um quadro geral de aumento constante das cargas introduzidas no Smart Logistics System. Síntese da análise do balanço do segundo trimestre de 2021: as cargas introduzidas mais do que triplicaram face ao segundo trimestre de 2020 e já ultrapassam os valores do período homólogo de 2019.

O segundo trimestre de 2021 prolonga a evolução verificada no último trimestre: com um crescimento de 51% das ofertas de carga face ao primeiro trimestre, o segundo trimestre de 2021 estabelece novos recordes no Smart Logistics System de cargas da TIMOCOM.
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Crescimento das cargas introduzidas continua no segundo trimestre

O segundo trimestre de 2021 prolonga a evolução verificada no primeiro trimestre: o ano já tinha começado bem com um crescimento de 58% das ofertas de carga no primeiro trimestre face ao período homólogo de 2020. Com um crescimento de 51% das cargas introduzidas face ao primeiro trimestre de 2021, a bolsa de cargas da TIMOCOM atinge um valor recorde no segundo trimestre. Em comparação com o fraco segundo trimestre de 2020, marcado pelo coronavírus, isto representa um aumento de 251%. Em comparação com 2019, o ano antes do início da pandemia, o número de cargas chega a dobrar.

Após o primeiro trimestre de 2021, que terminou em março com um acréscimo de cerca de seis milhões de cargas introduzidas em comparação com o mês homólogo de 2020, o segundo trimestre trouxe um expressivo aumento: desde abril, foram geradas no Smart Logistics System mais do triplo das ofertas de carga. Os motivos para esta evolução são, entre outros, a abertura do comércio de retalho e a evolução económica na Europa após o recuo da última vaga da pandemia. Com efeito, a indústria transformadora já está praticamente a funcionar em pleno. A recuperação económica também se evidencia na falta de camiões em toda a Europa.

Após os máximos de sempre, um pequeno abrandamento estival no mercado europeu

A evolução em números: no mês de abril de 2021, registou-se um aumento moderado de 2% face a março, que já tinha sido um mês forte. Em maio, as cargas introduzidas voltaram a aumentar uns expressivos 18%. “Além do alívio das medidas relacionadas com a pandemia de coronavírus, a resolução do bloqueio no Canal do Suez também contribuiu para esta evolução. Muitas mercadorias nas semanas subsequentes tiveram de ser transportadas dos portos para os respetivos destinos na Europa continental”, explica Gunnar Gburek, Porta-Voz da TIMOCOM. “Além disso, o comércio eletrónico continua em alta. A tendência não é afetada pelo recuo sazonal registado em junho de 5% face ao mês anterior.”

Em comparação com 2020, fortemente condicionado pelas restrições da pandemia de coronavírus, são fixados novos recordes em cada um dos meses do trimestre de 2021: em abril 334%, em maio 345% e em junho 152%.

Mais cargas e menos camiões

É também notória uma redução acentuada nos camiões introduzidos no sistema. Chegam a registar-se quebras face ao ano anterior até -25%. Esta tendência negativa é consequência da forte oferta de cargas. Deste modo aumenta muito a probabilidade de ocupar os camiões disponíveis. Isto provoca uma estagnação da necessidade de oferecer ativamente camiões em virtude da grande abundância de ofertas de carga. Este enorme aumento das cargas introduzidas também é evidente numa análise dos dados de cada país.

Nível pré-crise ultrapassado em muitos mercados

Na Alemanha, registou-se no segundo trimestre um aumento de cargas de 69% no tráfego interno face ao trimestre anterior de 2021. Foi assim possível mais do que compensar o ligeiro recuo de 4% no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o aumento explosivo de cargas no final de 2020. A evolução mensal do tráfego interno no segundo trimestre de 2021 na Alemanha foi a seguinte: abril +2%, maio +17% e junho -5%. Esta evolução deve-se não só à tendência geral da economia, mas também às cargas acumuladas nos portos em virtude dos atrasos nos porta-contentores.

Após findar 2020 com um retrocesso de 15%, o mercado neerlandês registou um crescimento médio de 6% no primeiro trimestre de 2021. Para o transporte de mercadorias, espera-se um crescimento de cerca de 1,5% em 2021. No que se refere às necessidades de transporte rodoviário de mercadorias, as taxas de crescimento coincidem na perspetiva otimista de ultrapassar esta estimativa. Os dados das seguintes relações de países fornecem indicações: o número de cargas introduzidas com local de carga nos Países Baixos e destino na Alemanha cresceu 454% no segundo trimestre em comparação com 2020.

O mercado na Polónia também se mostra robusto, ainda que a recuperação motivada pelo alívio das restrições da pandemia avance um pouco mais lenta em comparação com o mercado europeu no seu conjunto. O aumento no segundo trimestre de 2021 é mais limitado do que a oferta de cargas na Alemanha. Ainda assim, no cômputo geral, foi possível alcançar um aumento de 183% face ao trimestre homólogo. Após um primeiro trimestre de 2021 já bastante robusto (+30 %), o volume de cargas no interior da Polónia aumentou 15% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre de 2021. A evolução mensal em detalhe: março deu continuidade à robustez na Polónia, ainda que em abril de 2021 se tenha registado uma quebra de 25% face ao mês anterior. Em maio e junho voltam a ser ultrapassados os meses anteriores: +9% e +16%.

França com o aumento mais expressivo de cargas internas

As cargas introduzidas com local de carga e destino na França registaram no segundo trimestre de 2021 o mais forte crescimento nos transportes internos em comparação com o ano anterior: um aumento de 492% em abril, 283% em maio e mais 93% em junho. Entre maio e junho, o mercado manteve-se no nível elevado do trimestre anterior. Mais impressionante só mesmo o crescimento de cargas com origem na Alemanha e destino na França face a 2020. No primeiro mês, a oferta mais do que decuplicou: 1312% em abril, 731% em maio e mais 99% em junho de 2021.

Volume de cargas na Espanha acima do registado antes da crise 

As cargas oferecidas com origem na Espanha e destinadas ao resto da Europa voltaram a crescer no seu conjunto. Em contrapartida, as cargas oriundas da Europa com destino à Espanha registam um leve aumento em comparação com o primeiro trimestre de 2021. Em comparação com o período pré-crise, é sobretudo em maio de 2021 que se que se regista um crescimento significativo, nomeadamente nas ofertas de carga da Espanha para a Alemanha (+104%) e para a França (+71%) face a maio de 2019. O número de ofertas com origem na Alemanha e destino na Espanha registou o crescimento mais forte (125%) em maio de 2021 face a 2019. Maio é um mês forte na Espanha devido às exportações e importações de bens alimentares: em comparação com 2019, o volume de cargas aumentou no total 80% em maio de 2021. Só as ofertas de carga com destino à Roménia recuaram no segundo trimestre: Abril -53%, Maio -12% e junho +73%.

 

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