Barómetro dos transportes TimoCom: Escassez de ofertas de camiões atinge novo pico

Volumes de carga na Europa continuam acima da média

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24.01.2018

Erkrath,  24 de janeiro de 2018 – Disponibilidade de ofertas de camiões na Europa cada vez mais reduzida. Dados do barómetro dos transportes da TimoCom apontam neste sentido. No 4.º trimestre de 2017, na maior plataforma de transporte da Europa registaram-se, em média, 71 ofertas de cargas para apenas 29 ofertas de camiões. 

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No que se refere à totalidade de 2017, o barómetro dos transportes da TimoCom aponta para uma relação média na oferta de cargas/camiões de 70:30 na Europa. Em setembro de 2017 foi atingido um valor recorde de cargas de 78 por cento. Isto significa: para um número crescente de mercadorias, que precisam de ser transportados de A para B, há cada vez menos camiões disponíveis.

“O modelo de compras no mercado europeu dos transportes sofreu transformações visíveis num curto espaço de tempo. Anteriormente eram os adjudicantes que escolhiam os seus parceiros de transportes, mas hoje são os adjudicatários que escolhem, em tempo real, a carga mais adequada às suas capacidades. Assistimos a uma inversão na procura”, afirma o Porta-Voz da Empresa TimoCom, Gunnar Gburek, referindo-se ao desequilíbrio entre os volumes de ofertas em 2017.

No ano anterior, observara-se um maior equilíbrio entre ofertas de cargas e camiões no mercado dos transportes europeu: com uma relação de 53:47, o barómetro dos transportes da TimoCom registava no 4.º trimestre de 2016 apenas um ligeiro excesso de cargas.

 

Que razões motivam esta evolução?

A continuação da conjuntura favorável. A economia alemã apresenta-se vigorosa. O barómetro de conjuntura do Instituto Alemão de Pesquisa Económica (DIW Berlin) registou no 4.º trimestre de 2017 um valor de 109,4 pontos, que indica um crescimento acima da média do produto interno bruto. Consequência: volumes de transporte em clara expansão.

 

Cada vez menos camionistas. Segundo dados da associação Deutschen Speditions- und Logistikverbandes (DSLV), neste momento faltam na Alemanha, pelo menos, 45.000 camionistas. E são cada vez menos os que permanecem, pois é uma profissão pouco atrativa. O exército abandonou a sua função de maior formador de motoristas, sendo as consequências sentidas ao longo de vários anos com a redução da disponibilidade do transporte de cargas.

 

Novo período de descanso semanal. Desde meados do ano passado, os camionistas na Alemanha deixaram de poder passar o seu período regular de descanso semanal na viatura, estando obrigados a recorrer a um outro local com instalações adequadas para dormir. Isto custa tempo precioso e reduz ainda mais a disponibilidade das capacidades de transporte de carga existentes.

 

No entanto, Gburek também vislumbra efeitos positivos desta evolução: “É um período positivo para os transportadores. A profissão tenderá a ganhar valor e as remunerações irão subir. O motorista voltará a ser encarado na sua verdadeira dimensão: um parceiro indispensável numa cadeia de aprovisionamento que assegura o bem-estar e a robustez económica no nosso país.”

 

Já hoje, empresas de transportes independentes podem escolher os seus adjudicantes e, dessa forma, garantir os contratos mais lucrativos. Daí resultará uma nova relação de forças no mercado: o empresário da camionagem poderá tornar-se independente e oferecer os seus serviços diretamente no mercado ou através de bolsas de cargas, afirma Gburek com convicção. Em última análise, isso pode ser positivo para todo o setor: “Os transportes voltam a ser atrativos.” 

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